Citrus: Semana de valorização para os cítricos!

Após três semanas consecutivas em queda, os preços médios da lima ácida tahitise recuperaram nos últimos dias. Segundo agentes, devido às chuvas registradas em algumas regiões paulistas no correr da semana, as atividades de colheita foram interrompidas e, consequentemente, impulsionaram os valores da fruta – mesmo em pico de safra.

Outros fatores de controle do volume no mercado de mesa, conforme colaboradores do Hortifruti/Cepea, são o maior ritmo de moagem e os preços considerados positivos nas indústrias (em torno de R$ 20,00/cx de 40,8 kg, colhida e posta). Assim, nesta semana (04 a 08/02), a tahiti registrou média de R$ 17,69/cx de 27 kg, colhida, alta de 18,2% em relação à passada.

No mercado da laranja in natura, o cenário de preços também segue positivo: a disponibilidade de laranja de boa qualidade continua limitada em todo o estado de São Paulo, enquanto a demanda esteve bastante aquecida nos últimos dias, conforme produtores. Na semana, a pera teve média de R$ 36,91/cx de 40,8 kg, na árvore, alta de 9,8% em relação à anterior.

Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/laranja-citrus/229988-citrus-semana-de-valorizacao-para-os-citricos.html#.XGK-IFxKjIV

Movimentação de contêineres cresce nos portos de Manaus

A Indústria – principalmente o segmento de eletroeletrônico – e a construção civil puxaram o crescimento na entrada e saída de contêineres nos terminais de carga da capital do Amazonas.

Os terminais de carga registraram no período de janeiro a novembro de 2019, um crescimento de 20,90% na movimentação de contêineres, em relação a 2017, totalizando 3.959 milhões de toneladas de mercadorias, entre insumos para as fábricas de eletroeletrônicos, material de construção, produtos de higiene pessoal, produtos alimentícios e congelados. De acordo com dados do Grupo Chibatão, o comércio de Manaus e parte da indústria fecharam 2018 com um crescimento de 12% na importação de produtos e insumos, em relação ao ano anterior.

O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Jorge Júnior, disse que, como o Processo de Produção Básica (PPB) permite a importação de insumos, e as indústrias de eletroeletrônicos instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) fazem esse tipo de importação, sempre que existe a necessidade de aumentar a produção. Em 2018, segundo o presidente da Eletros, as indústrias de eletroeletrônicos de Manaus tiveram um crescimento na produção que variou de 5% a 8%, ficando abaixo das expectativas iniciais, que era um crescimento de até 15%.

Para este ano, o setor tem números bem conservadores, esperando manter o mesmo índice de crescimento registrado em 2018. “Mas uma análise real do que vai acontecer até o final do ano, teremos apenas no início do segundo semestre”, observou Jorge Júnior. Ele acrescentou que em 2018, o primeiro trimestre foi muito bom para as indústrias de eletroeletrônicos, mas quando finalizou o primeiro semestre, os números estavam abaixo das estimativas iniciais.

No dia 20 de dezembro de 2018, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) publicou relatório mostrando que de janeiro a outubro o faturamento do PIM apresentou crescimento de 15,06%. Segundo os dados da Suframa, no acumulado de 2018, até outubro, o PIM faturou R$ 76,69 bilhões, o maior faturamento da série histórica em moeda nacional, superando, inclusive, o montante atingido no mesmo intervalo em 2014 (R$ 71,89), pouco antes do início da crise econômica.

O polo de eletroeletrônico teve a maior participação no resultado global de faturamento do PIM, com R$ 21,9 bilhões (US$ 6.1 bilhões) registrados até outubro, o equivalente a 28,59% do total. Em seguida estão os segmentos de bens de informática (R$ 16 bilhões) com participação de 20,97%, duas rodas (R$ 10,8 bilhões) com 14,15%, e o polo químico (R$ 9,45 bilhões) com 12,32%.

Na construção civil houve também crescimento, confirmando os dados do Grupo Chibatão, sobre o transporte de materiais de construção em contêineres. De acordo com o Sindicato das Industrias de Construção Civil no Amazonas (Sinduscon), o melhor trimestre para da história do setor, no Amazonas foi o primeiro de 2016 com 644 unidades, mas ele foi ultrapassado pelo quarto trimestre de 2018, quando foram vendidas 839 unidades. Em segundo lugar está o terceiro trimestre de 2018 com 834 unidades vendidas.

No ano passado, houve o lançamento de um empreendimento residencial vertical no quarto trimestre, que representou 300 unidades. No ano de 2018 foram lançados seis empreendimentos que representaram 2.140 unidades todas do padrão econômico.

Para 2019, administrador do Grupo Chibatão, Jhony Fidelis, disse que o otimismo está bem maior, face ao novo cenário político. “Desta forma, esperamos uma melhor atuação na questão econômica, seja do Governo Estadual e Governo Federal que possam ajudar na retomada do crescimento orgânico e desenvolvimento de nossa região”, destacou.

Fonte: https://d.emtempo.com.br/economia/137120/movimentacao-de-conteineres-cresce-nos-portos-de-manaus

Governo decide anular tarifas sobre importação de leite europeu

A taxa tinha objetivo de evitar que produtores nacionais fossem prejudicados pelo aumento de oferta dos produtos de outros países; suspensão também vale para a Nova Zelândia.

O Ministério da Economia decidiu encerrar a cobrança tarifária antidumping sobre a importação de leite em pó, integral ou desnatado da União Europeia e Nova Zelândia. A decisão foi publicada nesta quarta-feira, dia 6, no Diário Oficial da União (DOU).

Com a data limite para renovação até esta quarta-feira, a taxa tinha como objetivo evitar que os produtores nacionais fossem prejudicados pelo aumento de oferta dos produtos desses países.

Mas a discussão em torno da taxação que entrou em vigor em 2001, já é antiga. Desde novembro de 2018 a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reforçou a necessidade de prorrogação da tarifa.

Durante um encontro na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, em Brasília, Rodrigo Alvim, presidente da comissão, explicou que a cada cinco anos é necessário renovar os direitos antidumping. Em novembro, a entidade realizou um pedido para a manutenção das alíquotas de 14,8% para o leite importado da UE e de 3,9% para o da Nova Zelândia.

“Não é uma questão de proteger o mercado brasileiro, mas de se defender de práticas desleais de comércio. Há uma visão de que não haveria muito sentido em se prorrogar novamente esses direitos antidumping. Isso nos preocupa porque representa o risco do Brasil ser inundado de leite importado, principalmente da UE”, afirmou Rodrigo Alvim.

Segundo o assessor técnico da CNA, Thiago Rodrigues, desde que deixou de vigorar o sistema de cotas de produção que limitava a produção de leite dos países membros da UE, em 2015, houve um aumento da produção. Atualmente, estima-se um estoque de aproximadamente 400 mil toneladas de leite em pó naquela região.

“Ver um mercado consumidor do tamanho do Brasil para escoar esse excedente seria muito interessante para eles. A partir do momento que há competição internamente com um produto que é subsidiado lá fora, isso traz uma insegurança para o produtor brasileiro”, disse Rodrigues.

Fonte: https://canalrural.uol.com.br/programas/informacao/mercado-e-cia/governo-decide-anular-tarifas-sobre-importacao-de-leite-europeu/

Produção de petróleo no Brasil sobe 4,8% em dezembro

Em dezembro de 2018, a produção de petróleo e gás no Brasil totalizou 3,406 milhões de barris de óleo equivalente por dia, sendo 2,691 milhões de barris de petróleo por dia (bbl/d) e 114 milhões de m³ diários de gás natural.

A produção de petróleo no período aumentou 4,8 % na comparação com o mês anterior e 3% se comparada com dezembro de 2017. Já a produção de gás natural teve um aumento de 1,2% em comparação ao mês anterior e de 0,3%, se comparada com o mesmo mês de 2017.

2018 X 2017

A produção total de petróleo em 2018 foi de 944,1 milhões de barris, com média diária de 2,586 milhões de bbl/d. Diminuiu 1% em relação à produção de petróleo realizada no ano de 2017.

A produção total de gás em 2018 foi de 40,8 bilhões de m³, com média diária de 111 MMm³ /d. Aumentou 1% em relação à produção de gás natural realizada no ano de 2017.

Pré-sal

A produção do pré-sal em dezembro totalizou 1,888 milhão de boe/d, um aumento de 3,9% em relação ao mês anterior. Foram produzidos 1,5 milhão de barris de petróleo por dia e 61,5 milhões de metros cúbicos diários de gás natural por meio de 85 poços. A participação do pré-sal na produção total nacional em dezembro foi de 55,4%.

Os poços do pré-sal são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do artigo 2º da Lei nº 12.351/2010.

Aproveitamento do gás natural

O aproveitamento de gás natural no Brasil no mês de dezembro alcançou 95,9% do volume total produzido. Foram disponibilizados ao mercado 57,8 milhões de metros cúbicos por dia.

A queima de gás totalizou 4,6 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de 10,3% se comparada ao mês anterior e de 20,2% em relação ao mesmo mês em 2017. O principal motivo para o aumento da queima foi a continuidade do comissionamento da plataforma P-75, operando no campo de Búzios.

Campos produtores

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural. Produziu, em média, 897 mil bbl/d de petróleo e 38,5 milhões de m3/d de gás natural. Os campos marítimos produziram 96% do petróleo e 83,7% do gás natural. A produção ocorreu em 7.359 poços, sendo 711 marítimos e 6.648 terrestres.

Os campos operados pela Petrobras produziram 94,4% do petróleo e gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.124. Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 88.

A Plataforma FPSO Cidade de Maricá, produzindo no campo de Lula por meio de cinco poços a ela interligados, produziu 150,6 mil barris diários e foi a instalação com maior produção de petróleo. A instalação Polo Arara, produzindo nos campos de Arara Azul, Araracanga, Carapanaúba, Cupiúba, Rio Urucu e Sudoeste Urucu, por meio de 39 poços a ela interligados, produziu 7,9 milhões de m3/d e foi a instalação com maior produção de gás natural.

Outras informações

Em dezembro de 2018, 309 áreas concedidas, uma área de cessão onerosa e cinco de partilha, operadas por 32 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 79 são marítimas e 236 terrestres. Do total das áreas produtoras, 13 são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.

O grau API médio foi de 27,2, sendo 37,4% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 49% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 13,6% óleo pesado (<22 API).

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 112,7 mil boe/d, sendo 88,8 mil bbl/d de petróleo e 3,8 milhões de m3/d de gás natural. Desse total, 106,6 mil barris de óleo equivalente por dia foram produzidos pela Petrobras e 6,1 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 365 boe/d em Alagoas, 3.183 boe/d na Bahia, 26 boe/d no Espírito Santo, 2342 boe/d no Rio Grande do Norte e 207 boe/d em Sergipe.

Fonte: https://www.portosenavios.com.br/noticias/ind-naval-e-offshore/producao-de-petroleo-no-brasil-sobe-4-8-em-dezembro

Importação de carvão mineral cresce alavancada por termelétricas

Insumo, considerado altamente poluente, saltou 237,43% em três anos e é usado em usinas térmicas, que representam quase 50% da matriz energética do Estado. Cenário fez com que Governo decidisse priorizar fontes renováveis.

Parte extremamente relevante para a matriz energética e a balança comercial do Estado, a importação de carvão mineral tem apresentado números crescentes, de forma gradual, nos últimos anos.

Entre 2015 e 2018, houve um aumento de 237,43% no valor da compra do insumo para o Ceará, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. Além disso, o carvão foi responsável por 24% de todo o volume de produtos importados pelo Estado no ano passado. Contudo, apesar de ser fundamental para geração de energia térmica e para a produção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), o Governo estadual afirmou que não deverá mais investir em usinas a carvão mineral nos próximos anos. A nova diretriz deverá reduzir, no futuro, a importação do insumo no Ceará.

Em 2018, foram gastos US$ 620,049 milhões na compra de 5,257 milhões de toneladas de carvão mineral. Três anos antes, em 2015, a Secretaria de Comércio Exterior aponta que o Estado importou US$ 171,760 milhões (3,151 milhões de toneladas).

Especialistas do setor de energia consultados pela reportagem afirmaram que esse aumento pode ter sido causado por dois motivos: a flutuação do preço do carvão mineral no mercado mundial, por ser uma commodity; e a uma possível elevação dos níveis de produção da CSP.

De acordo com Adão Linhares, especialista em energias renováveis e ex-secretário adjunto de Energia da Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), a matriz energética do Estado tem, sim, enfrentado mudanças nos últimos anos, mas nenhuma delas é relativa à geração de energia nas termelétricas a carvão mineral instaladas aqui. “Esse crescimento não tem muito a ver com energia, e talvez seja um fator sazonal relacionado à produção da CSP. Nada mudou nos últimos anos relacionado às térmicas, porque a eficiência é sempre a mesma, é constante. E também não houve implantação de novas usinas”, afirmou Linhares.

Matriz

Atualmente, segundo dados do Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as usinas térmicas ainda são a principal fonte de geração energética do Ceará. O levantamento aponta que as termelétricas são responsáveis por gerar 49,66% da energia no Ceará, com uma potência de 2.158.808 quilowatts (kW). Ao todo, são 37 usinas no Estado. A térmica instalada na CSP é responsável pela geração de 218.000 kW de potência.

O ranking da Aneel ainda traz os parques eólicos logo na sequência na lista de principais fontes de energia no Ceará, sendo eles responsáveis por 47,16% da geração e com uma potência de 2.049.964 kW em 80 parques.

Contudo, esse perfil deverá mudar nos próximos anos. Em nota, a Seinfra afirmou que a nova política energética do Ceará “prioriza as fontes renováveis de energia, em especial a eólica e a solar”. A Pasta ainda afirmou que as fontes eólicas deverão ultrapassar as térmicas em 2019, se tornando as principais geradoras de energia no Ceará. Ainda conforme a Seinfra, o Governo estadual não deverá mais buscar a atração de investimentos para novas termelétricas.

“Para 2019, não há perspectivas de aumento de geração térmica no Ceará, visto que as fontes renováveis (eólica e solar) devem continuar sendo alvo de investimentos devido a posição favorável do Estado no mercado, que tem um diferencial competitivo em logística, potencial de geração, capacitação de mão de obra, ambiente de negócios e capacidade financeira”, explicou a secretaria.

Impactos

Essa perspectiva de evolução da matriz energética deverá trazer vários benefícios para o Estado, segundo o consultor em energia João Mamede Filho. Mesmo sendo a segunda fonte mais barata de geração de energia, as usinas térmicas são muito mais poluentes.

O consultor ainda afirmou que, no futuro, além do custo ambiental, as térmicas deverão ficar mais caras do que as fontes renováveis, com o avanço das tecnologias de armazenamento. “O Estado deve focar seus recursos em energias renováveis, porque temos um potencial muito disponível, enquanto que, para as térmicas, temos que importar os insumos”, disse. “Existem baterias de armazenamento que já estão sendo usadas na Europa, mas elas são muito caras. A tendência é elas ficarem mais baratas e, com isso, nós poderemos ter as fontes solar e eólica ainda mais competitivas”, completou.

Renováveis estão mais competitivas

Foco do governo de vários países e estados – como é o caso do Ceará -, as fontes de energia renovável deverão se tornar cada vez mais competitivas no mercado mundial e deverão liderar matrizes energéticas em um futuro próximo. A perspectiva foi defendida por duas entidades ligadas à geração de energia eólica e solar, a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Segundo o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, as fontes fotovoltaicas estão evoluindo consideravelmente nos últimos anos e se tornando cada vez mais competitivas. Atualmente, apenas 3,15% da matriz energética do Ceará vêm de placas solares, mas 100% dos novos projetos em desenvolvimento no Estado, segundo a Aneel, estão relacionados à energia solar. Serão mais 81.000 kW.

Sauaia ainda enalteceu a postura do Governo do Ceará de focar nas fontes renováveis.

“O Ceará deverá ter investimentos de cerca de R$ 2 bilhões nos próximos anos, e isso deverá gerar milhares de empregos É sempre relevante ver estados focando em energia limpa”, disse.

Presidente da ABEEólica, Elbia Gannoum afirmou que, além de ficarem cada vez mais baratas, as fontes de energia renovável representam um avanço na questão ambiental.

“Sobre novas contratações e sobre o futuro da energia eólica, é importante explicar que entendemos que a escolha de sua contratação faz sentido do ponto de vista técnico, social, ambiental e econômico”, disse.

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/negocios/importacao-de-carvao-mineral-cresce-alavancada-por-termeletricas-1.2058589

União Árabe quer parceria estratégica com Brasil

Secretário-geral da União das Câmaras Árabes, Khaled Hanafy, disse à ANBA que propôs mudança do modelo de negócios entre o País e a região a autoridades e empresários brasileiros.

O secretário-geral da União das Câmaras Árabes, Khaled Hanafy, propôs a empresários e autoridades brasileiras a criação de um novo modelo de negócios entre o Brasil e os países árabes. Hanafy esteve em São Paulo e Brasília esta semana, e se reuniu com representantes dos setores público e privado. “É muito importante haver uma mudança estratégica do modelo de negócios entre o Brasil e o mundo árabe”, disse Hanafy à ANBA na noite de quarta-feira (30), na capital paulista, poucas horas antes de embarcar para o Cairo, no Egito.

A União é a principal entidade empresarial do Oriente Médio e Norte da África, é como um braço da Liga dos Estados Árabes para a iniciativa privada. Ela reúne sob seu guarda-chuva câmaras de comércio de todos os países árabes e de fora da região, como a Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

“Nós propusemos a mudança do modelo tradicional, que tem como base o comércio simples – as exportações e importações -, para um modelo baseado numa aliança estratégica”, contou Hanafy. “Isso significa que nós precisamos de mais do Brasil do que apenas as exportações de produtos do agronegócio”, acrescentou.

Para construir esta parceria, o executivo sugeriu iniciativas que agreguem valor aos negócios e que beneficiem os dois lados, como a criação de linhas marítimas diretas entre o Brasil e os países árabes; o estabelecimento de polos de armazenagem, processamento e distribuição de produtos brasileiros em algum porto árabe; a realização de investimentos em empreendimentos conjuntos; entre outras. O objetivo é promover uma maior integração das cadeias produtivas das duas regiões.

“Assim nós evitamos medidas inesperadas que algum país ou administração possa tomar, algo que pode ocorrer no modelo simples de exportação”, destacou. A ideia é que as relações econômicas atinjam um grau de solidez que as tornem mais resistentes a ações unilaterais de governos, como a imposição de barreiras, retaliações e decisões políticas.

Em São Paulo, acompanhado do presidente da Câmara Árabe, Rubens Hannun, Hanafy esteve com o secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, o vice-presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, e o presidente da BRF, holding que controla as marcas Sadia e Perdigão, Pedro Parente. Os países árabes estão entre os principais mercados das carnes bovina e de frango brasileiras no exterior.

Integração

O secretário-geral da União discutiu propostas como a reunião de pequenos produtores no Brasil, a realização de investimentos árabes nestes negócios e a exportação da produção para o Oriente Médio e Norte da África; a exportação de pintos de um dia para engorda na região; a venda de frango in naturapara industrialização lá; e o embarque de milho e soja para armazenamento e processamento lá, e posterior distribuição para países árabes e parceiros.

“Os países árabes têm 400 milhões de pessoas, mas com nossos parceiros comerciais na África, Oriente Médio e outras regiões, o total sobe para 2 bilhões de pessoas”, afirmou Hanafy, referindo-se ao potencial do mercado. O secretário-geral já foi ministro do Abastecimento e Comércio Interno do Egito.

Em São Paulo, ele ainda participou da reunião do Conselho Superior de Administração da Câmara Árabe que elegeu a diretoria da entidade para o biênio 2019/2020 (foto do alto).

Em Brasília, também com Hannun, Hanafy se encontrou com o vice-presidente Hamilton Mourão, com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, Fernando Collor (PTC-AL), e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), e com o Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil.

Segundo ele, o vice-presidente mostrou grande interesse em investimentos em transporte marítimo e logística, e foi convidado para participar de um fórum de logística dos países árabes que será realizado no segundo semestre. “A ideia de áreas logísticas [em portos] no mundo árabe foi também muito bem recebida”, comentou. “Nós falamos ainda sobre a utilização de alguns fundos soberanos – e isso foi discutido com os embaixadores árabes também -, que alguns investimentos destes fundos podem vir para cá para trabalhar nestas mesmas ideias que eu mencionei”, ressaltou.

Sobre o encontro com Tereza Cristina, de acordo com Hanafy, a ministra disse que as propostas de negócios conjuntos soaram como “música para os ouvidos”. Ele a convidou para participar de um fórum árabe sobre segurança alimentar que vai ser realizado também no segundo semestre. Este é um dos temas mais caros aos países árabes.

Câmara Árabe

O secretário-geral da União afirmou que a viagem ao Brasil foi “muito bem-sucedida”. “A Câmara Árabe Brasileira faz um grande trabalho em construir pontes”, elogiou. Ele ressaltou que a entidade está aprofundando sua parceria com a União e citou como exemplos sua participação em eventos como a conferência sobre segurança alimentar que ocorreu em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, em novembro de 2018, e o Fórum do Setor Privado Árabe, realizado em janeiro de 2019 em Beirute, no Líbano.

“As oportunidades no Brasil começaram a ser conhecidas no mundo árabe por meio da Câmara Árabe Brasileira”, destacou Hanafy.

Ele se disse otimista com a possibilidade de crescimento das relações econômicas entre o País e a região. “Vemos uma grande vontade dos dois lados”, declarou, e acrescentou que o Brasil goza de uma preferência entre árabes, pois há similaridades na cultura de negócios dos dois lados.

Fonte: https://anba.com.br/uniao-arabe-quer-parceria-estrategica-com-brasil/

Importação de químicos bate recorde de volume em 2018

O volume importado de produtos químicos totalizou 45,2 milhões de toneladas no ano passado, um recorde para o Brasil e 4,7% acima do volume registrado em 2017, segundo relatório da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Em valor, o Brasil importou US$ 43,3 bilhões em químicos, alta de 16,4%.

Conforme a entidade, as quantidades importadas superaram as 37,5 milhões de toneladas de 2013, quando foi registrado o maior déficit no histórico da balança comercial do setor, de US$ 32 bilhões, impulsionadas principalmente por produtos para o agronegócio. Intermediários para fertilizantes foram o principal item da pauta de importação do setor no ano passado, com US$ 7,6 bilhões e 65,6% (ou 27,3 milhões de toneladas) do volume total importado.

As exportações de químicos, por sua vez, ficaram praticamente estáveis, com queda de apenas 0,3%, em US$ 13,7 bilhões. Foram movimentadas 13,4 milhões de toneladas para diferentes destinos. Resinas termoplásticas corresponderam ao grupo mais exportado, com US$ 2,1 bilhões, apesar da redução de 9,2% do valor das vendas para o exterior e de 17% nas quantidades exportadas.

Diante disso, o déficit na balança comercial do setor somou US$ 29,6 bilhões, com “crescimento constante e progressivo nos últimos três anos”, diante da retomada do crescimento da economia “sem que houvesse concomitante melhoria estrutural da competitividade nacional”, aponta a Abiquim. A ociosidade média no setor ficou em 23% em 2018, contra nível considerado saudável de 10%.

Conforme a entidade, avaliando-se as trocas comerciais com os principais blocos econômicos regionais, o Brasil foi superavitário apenas em relação a países do Mercosul e Aliança Latino-Americana de Integração (Aladi), com saldos comerciais de US$ 813,8 milhões e de US$ 738 milhões, respectivamente. Em nota, o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, voltou a pedir atenção do governo a iniciativas que podem levar à retomada da competitividade da indústria brasileira, como as reformas da Previdência e tributária. “A indústria química pode ser o motor do crescimento do país na próxima década, se tivermos nafta e gás natural a preços internacionais. No tocante à inserção internacional da economia brasileira, a Abiquim sempre foi e continuará sendo favorável a uma abertura comercial responsável, pois ela deve ocorrer concomitante a medidas de redução do Custo-Brasil”, acrescentou.

Fonte: https://www.valor.com.br/empresas/6095119/importacao-de-quimicos-bate-recorde-de-volume-em-2018

Exportações de Ribeirão Preto têm o maior nível em nove anos

Empresas da cidade venderam 213 milhões de dólares em produtos para fora do País no ano passado.

As empresas de Ribeirão Preto venderam mais para fora do País no ano passado e alcançaram um aumento de 15% no valor das exportações de produtos, em relação a 2017. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) mostram que foram vendidos US$ 212,8 milhões em produtos para o exterior em 2018. No ano anterior, foram US$ 184,7 milhões. O valor exportado em 2018 é o mais alto desde 2009.

Segundo o economista Luciano Nakabashi, do Centro de Estudos e Pesquisa em Economia Regional (Ceper) da Fundace e responsável pelo Boletim Comércio Exterior, o aumento da demanda de países como Estados Unidos, Canadá e Austrália justifica a variação observada, principalmente na alta de um dos principais produtos exportados pela cidade, o estanho.

O boletim do Ceper -com base nos dados do projeto Comex, do Mdic-  mostra que foram US$ 31,9 milhões em estanho em forma bruta exportados no ano passado, alta de 35% em relação à 2017.

A alta do dólar também é uma das razões para essa valorização. A moeda encerrou 2018 com valorização de 16,94% e isso também impactou no valor importado por Ribeirão Preto. Segundo o Comex, em todo ano passado, foram US$197,7 milhões de produtos comprados fora do Brasil por empresas locais, uma ata de 22% em relação a 2017.

Com isso, a Balança Comercial de Ribeirão Preto  -saldo entre exportações e importações- ficou em US$ 15 milhões. Superávit menor em relação à 2017, quando o saldo foi de US$22 milhões, mas positivo para a economia local.

Países

Os países que mais compram os produtos das empresas de Ribeirão Preto são Estados Unidos, China, Malásia, Chile, Espanha, Bolívia, Argentina, Cuba e Equador. E além do estanho, alimentação de animais, soja e instrumentos para medicina e odontologia também estão entre os principais produtos vendidos.

Já em relação às importações, Ribeirão Preto compra principalmente dos Estados Unidos, China, França e Itália. Instrumentos e aparelhos de médico-cirúrgicos, cadeiras, plástico e borracha estão entre os produtos mais comprados lá fora.

Fonte: https://www.revide.com.br/noticias/economia/exportacoes-de-ribeirao-preto-tem-o-maior-nivel-em-nove-anos/

Produtos básicos são metade do que país exportou em 2018, mostram dados do governo

Volume é o maior em 38 anos. De US$ 239 bi exportados no ano passado, US$ 119 bi são de itens básicos. Para analistas, geração de emprego exige aumentar venda de produtos industrializados.

Metade das exportações brasileiras realizadas no ano passado foi de produtos básicos, segundo dados da série histórica do comércio exterior disponibilizados pelo Ministério da Economia.

Produtos classificados como básicos são aqueles que não têm tecnologia envolvida ou acabamento, como minerais, frutas, grãos e carnes, por exemplo.

Ao todo, no ano passado, as vendas externas somaram US$ 239 bilhões, dos quais US$ 119 bilhões (49,7%) se referem a itens básicos.

De acordo com o governo federal, a proporção é a maior desde o início da série histórica, em 1980, ou seja, a maior em 38 anos.

Segundo o Ministério da Economia, as exportações de itens básicos cresceram 17,2% no ano passado, mais de duas vezes acima da expansão de manufaturados (industrializados): 7,4%.

Para analistas ouvidos pelo G1, o Brasil precisa aumentar a exportação de produtos industrializados porque isso pode ajudar na geração de emprego e renda.

Exportação de produtos manufaturados

Diante do crescimento de exportações de produtos básicos, o Brasil tem registrado nos últimos anos queda nas vendas externas de produtos manufaturados.

Em 2018, por exemplo, os produtos industrializados representaram 36,07% das exportações, um dos menores níveis da série histórica.

O que dizem os analistas

Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o país precisa acompanhar o movimento mundial, segundo ele, de buscar aumentar a exportação de produtos manufaturados.

Castro afirma, ainda, que seria melhor o Brasil retomar patamares atingidos em anos anteriores, com menor proporção de vendas de produtos básicos.

“Queremos voltar ao que era no passado [quando a participação de manufaturados era maior]. Todos países do mundo lutam para exportar manufaturados. O Brasil não pode ser diferente. Há uma geração maior de empregos e expansão dos mercados [com a venda de industrializados]. Para as empresas exportadoras, existe um nível de atualização permanente [de tecnologia]”, declarou.

José Augusto de Castro avalia ser preciso avançar nas reformas estruturais para o Brasil ter mais competitividade e voltar a exportar mais produtos manufaturados.

De acordo com Diego Bonomo, gerente-executivo de Assuntos Internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a vantagem de exportar produtos industrializados é a maior geração de emprego e renda para o país.

Em 2019, observou Castro, o superávit comercial brasileiro deve cair por que a economia mundial está desacelerando e, com isso, os preços das “commodities” também fica mais baixo – afetando as vendas externas brasileiras. Depois de registrar um superávit (exportações menos importações) próximo de US$ 60 bilhões em 2018, a entidade estima um saldo comercial positivo de apenas US$ 32 bilhões neste ano.

Mercados compradores

Os dados do governo mostram que a China e a Europa receberam os produtos básicos brasileiros no ano passado, enquanto que os Estados Unidos se destacaram na aquisição de manufaturados.

Veja os principais produtos comprados pela China no ano passado:

  • soja
  • petróleo em bruto
  • minério de ferro
  • celulose
  • carne bovina
  • ferro em ligas
  • carne de frango
  • algodão em bruto

Para a União Europeia também houve destaque para produtos básicos: farelo de soja, minério de ferro, celulose, café em grão, petróleo em bruto, soja, minério de cobre.

Já para os Estados Unidos, o aumento de 6,6% das exportações foi influenciado pelo crescimento das vendas de aço semimanufaturado, petróleo bruto, partes de motores de aviões, máquinas e aparelhos para terraplanagem.

“As exportações brasileiras para os EUA, em 2018, foram majoritariamente de bens manufaturados (cerca de 60%). Com isso o mercado norte-americano se consolida como o maior destino de produtos industrializados do Brasil”, informou o governo.

Ascensão da China

Segundo Diego Bonomo, da CNI, a ascensão da China nos últimos 20 anos como país produtor de manufaturas mudou os “sistemas de trocas” da economia brasileira, que passou de exportadora, principalmente, de industrializados para vendedora de produtos sem acabamento.

“Internamente, a gente tem um desafio de produtividade, que é baixa e está estagnada há quase 10 anos. A agricultura teve um granho de produtividade significativo. Mas talvez o que mais explica é o fator externo, principalmente a China”, declarou.

De acordo com o analista, o crescimento da China como produtora puxou o chamado “boom” de “commodities” (alta nos preços de minérios e petróleo, adquiridos pela economia asiática como insumo para sua produção) que vem ocorrendo desde a década 2000.

Ele observou que a China operou com câmbio desvalorizado nas últimas décadas, o que barateou seus produtos industrializados, com regras trabalhistas “inferiores” e com subsídios maciços do Estado, barateando seus produtos e dificultando a competição com as manufaturas brasileiras no exterior.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/01/29/produtos-basicos-sao-metade-do-que-pais-exportou-em-2018-mostram-dados-do-governo.ghtml

China: importação de soja e trigo recua em 2018; a de milho aumenta

Pequim, 25 – As importações chinesas de soja totalizaram 88,03 milhões de toneladas no acumulado de 2018, recuo de 7,8% ante 2017, quando foram importados 95,5 milhões de toneladas, informou nesta manhã de sexta-feira, 25, o Departamento de Alfândegas da China. Em dezembro de 2018, foram importados 5,72 milhões de toneladas, volume 40% menor do que o registrado em igual período do ano anterior.

Apesar de representar um declínio na comparação anual, o número é 5,2% maior que o inicialmente previsto pelo governo asiático, de 83,65 milhões de toneladas. O resultado anual é o mais baixo desde 2008.

Dentre os derivados da oleaginosa, a China adquiriu 549.128 toneladas de óleo de soja em 2018, queda de 16% na variação anual. Já em dezembro, a importação do produto avançou 67% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 54.324 toneladas.

As importações chinesas de milho chegaram a 3,52 milhões de toneladas em 2018, aumento de 24,8% sobre o acumulado de 2017. Em dezembro, a China adquiriu 416.812 toneladas, recuo de 8,22% ante dezembro de 2017.

De trigo, os chineses importaram 2,87 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro de 2018, declínio de 33% comparado a igual intervalo do ano anterior. Em dezembro, a China comprou 217.513 toneladas do cereal, volume 20% maior que o de igual mês de 2017.

No mercado de algodão, a China importou 1,57 milhão de toneladas no total de 2018. Em dezembro, os chineses adquiriram 218.911 toneladas da commodity.

As aquisições de óleo de palma pela China atingiram 5,32 milhões de toneladas em 2018, ganho de 4,9% na variação anual. Em dezembro, os chineses compraram 584.617 toneladas do produto, aumento de 3,1% em relação a um ano antes. Fonte: Dow Jones Newswires.

Fonte: https://istoe.com.br/china-importacao-de-soja-e-trigo-recua-em-2018-a-de-milho-aumenta/