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Mais agilidade na liberação das importações

Mais agilidade na liberação das importações

No dia 07/08/2017, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) apresentou um pacote de medidas muito úteis para empresas que importam e exportam.

O primeiro é o pagamento centralizado do ICMS por meio de um portal único, que segundo a Receita Federal, reduzirá em dois dias o trâmite para desembaraço das importações nos portos. O projeto piloto será implantado no Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco até o fim do ano.

O segundo é o “Despacho sobre águas”, em que a Receita Federal permitirá que as empresas comecem o trâmite para desembaraço da importação quando a carga ainda estiver em trânsito, reduzindo o período em que a carga estaria parada no porto. Este sistema começa a operar em Setembro/2017.

Volume de cargas no Porto de Suape cresce 42% em janeiro

A movimentação de cargas no Porto de Suape cresceu 42% no mês janeiro ante o mesmo período do ano passado, chegando a 1.316.788 de toneladas. Também ultrapassou em 2,3% o último recorde de movimentação mensal, que havia sido de 1.280.460 de toneladas em setembro de 2013.

A alta se deve, principalmente, à maior movimentação dos graneis líquidos, que chegou a 763 mil toneladas, correspondendo a 58% da carga total do mês. Do volume da carga de graneis líquidos, 369 mil toneladas foram de óleo diesel, já que, recentemente, a Petrobras optou por fazer de Suape a distribuição de combustível por via marítima para outros portos do Nordeste.

O aumento na movimentação de contêineres também contribuiu para o desempenho de Suape neste início de ano. Em janeiro, mais de 38,7 mil TEUs foram movimentados no porto, 12% mais em relação ao mesmo mês de 2013. Em relação a dezembro passado, a alta foi de 13%.

A evolução na movimentação portuária acontece em paralelo è realização de obras de infraestrutura, iniciadas em janeiro, que devem melhorar a capacidade de recepção de navios do porto. “Mesmo com obras em janeiro, conseguimos aumentar o volume de cargas movimentadas”, comentou o diretor de Gestão Portuária de Suape, Leonardo Cerquinho.

“Há bons motivos para acreditar que manteremos a trajetória de alta durante todo o ano, mesmo antes do início do funcionamento da Refinaria Abreu e Lima, porque, após a conclusão das obras no porto planejadas até maio, Suape terá ganhos de profundidade, comprimento de navios e vazão de descarregamento”, explicou o vice-presidente de Suape, Caio Ramos.

Obras e Infraestrutura

Em janeiro deste ano, o Porto de Suape iniciou obras nos Píeres de Graneis Líquidos (PGL) 1 e 2 para ampliar a capacidade de recepção de navios que atenderão a Refinaria Abreu e Lima, prevista para entrar em operação no fim deste ano. Esses serviços, somada a colocação de todos os dutos necessários em outros píeres para atender a refinaria, somam R$ 670 milhões.

No PGL 1, tem sido realizada a duplicação do cabeço de amarração da ponta do píer, local onde os navios ficam atracados. A obra vai permitir que o píer receba dois navios de até 200 metros simultaneamente, acelerando as operações, pois hoje o píer tem capacidade para receber, ao mesmo tempo, um navio de 200 metros e outro cuja extensão não pode ultrapassar 145 metros.

Já as intervenções realizadas no PGL 2 consistem na troca de defensas – proteções emborrachadas para evitar o impacto do navio contra o cais -, na ampliação do quantitativo de “braços” (conectores) de dutovias e na troca destes dutos. Estas obras permitirão uma redução de 30% do tempo médio de operação dos navios com cargas de derivados de petróleo.

Fonte: Suape

Autorizadas novas instalações portuárias em cinco Estados

A Secretaria de Portos (SEP) autorizou a instalação do Terminal de Uso Privado (TUP) da Manabi Logística, no município de Linhares (ES), com capacidade para movimentar 25 milhões de toneladas/ano de graneis sólidos e previsão de investimentos de R$ 1,5 bilhão.

Além do TUP no Espírito Santo, a SEP autorizou, em fevereiro (até hoje), cinco novos empreendimentos portuários: um TUP em São João da Barra (RJ) – Intermoor do Brasil Serviços Offshore; uma Estação de Transbordo de Carga (ETC) em Manaus (AM) – RONAV; e três ETCs da Transporte Bertolini – em Juriti (PA), Manaus(AM) e Porto Velho (RO).

Na Intermoor serão investidos R$ 73,6 milhões para movimentação de carga geral. Na ETC RONAV, o valor do investimento é de R$ 3 milhões (carga geral) e as ETCs da Bertolin (carga geral e granel sólido), R$ 4,67 milhões.

Com os novos empreendimentos, já são 14 novos contratos de adesão assinados desde a entrada em vigor do novo marco regulatório do setor (Lei 12.815/2013), além da ampliação do terminal da Ultraféril já existente no Porto de Santos.

Esse novo ciclo de autorizações para instalações portuárias privadas começou em dezembro do ano passado e os investimentos, até o momento, somam quase R$ 8 bilhões. Segundo o ministro Antonio Henrique Silveira, as autorizações prosseguirão num processo contínuo. Mais de 50 empreendimentos estão em andamento, num total de R$ 7,28 bilhões.

Fonte: SEP

Complexo do Itajaí opera cargas de maior valor agregado do Brasil

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O Complexo Portuário do Itajaí opera as cargas de maior valor agregado entre os dez principais portos brasileiros. A informação é de levantamento divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Exemplo disso são as cargas de carnes para exportação, que somaram aproximadamente 1,9 milhão de toneladas em 2013, quase a metade das cargas embarcadas no Complexo, com o valor de US$4,41 bilhões.

Já os itens mecânicos e eletrônicos, com apenas 373,6 mil toneladas exportadas, totalizaram US$1,27 bilhão, um valor considerado bastante expressivo.

A soma das importações e exportações do Completo Portuário do Itajaí resultou U$17,43 bilhões no ano passado, à frente dos portos de Santos, Paranaguá e Vitória.

Na relação entre peso e valores (US$/FOB), o valor de cada quilo de carga embarcada ou desembarcadas no cais do Porto Público ou dos demais terminais que compõem o Complexo apresentou o valor de US$2,22, o que coloca Itajaí no topo do rol dos portos com maior valor por tonelada movimentada.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, engenheiro Antonio Ayres dos Santos Júnior, a liderança do Complexo se deve ao trabalho exclusivo com contêineres. “As cargas importadas e exportadas conteinerizadas têm valor bem superior às commodities, que são a principal carga de muitos portos”, explica.

Fonte: Economia SC